domingo, maio 11

Momento



O mar no olhar
na boca o sal
a doer,
no sol,

uma lágrima
e um cristal.

a floresta perde-se no sonho...
...e o rio transbordou de silêncio.

O grito da ave
(blues numa noite de Verão)
amanhã o céu em festa
azul,
hoje só uma canção.

Recuar,
chuva gélida
de solidão.

O momento é um instante
a musica
c
a
i
direita ao peito.

em uníssono com as maçãs
as violetas partiram em busca da chuva.

As cores misturam-se
e o sono vence.

(Morre-se com o Sol na mão?..)



10 comentários:

Giovenale Nino Sassi disse...

Obrigado pela sua observação. Posso colocar seu blog entre os meus favoritos?

Giovenale Nino Sassi disse...

Grazie e ciaoooo...

siam ue disse...

A sua poesia é um encanto. Tenho a sensação de que cresci a lê-la, que sempre esteve ao meu lado, que vivi dela mesmo sem a conhecer, como se estivesse adormecida dentro de mim e de repente tivesse acordado com as emoções e (re)nascido. "Assim" eu escrevesse e não teria de me alimentar de mais nada. Inesquecível.

AnaMar disse...

Obrigada Siam ue. Fico sensibilizada por despertar essas emoções que se reflectem, mesmo através do tempo, nas palavras por ordenar.

Há dias assim, em que a musica acontece e...renascemos.
Até porque, eu cada vez mais e sempre mais, sinto que o passado será sempre parte do nosso futuro, quando o presente nos escorre pelos dedos.
Volte sempre.

haere mai disse...

Momento...
Momentos que passo á descoberta neste teu espaço.A cada passagem uma descoberta...A maestria da palavra por inventar...Beijo azul.

Teresa Lopes disse...

Que pena, Anamar, o texto não ser teu. Poderia comentá-lo. Assim guardo para mim as impressões com que fiquei.

Bj

AnaMar disse...

Mas Teresa, este texto é meu. O "Auge" é que não é...
Bj

Teresa Lopes disse...

Hoops!...
Foi um engano, claro.
Irei corrigir.

Bj

Iveta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Iveta disse...

Sim Ana, morre-se com o Sol na mão!
morrese com uma lágrima, morre-se com um sorriso, morre-se com o peito a arder de amor, morre-se de frio porque se não amou, morre-se de braços abertos e de mãos estendidas, morre-se num abraço que não aconteceu, e noutro forte e seguro que damos, morre-se no beijo, morre-se a cada momento mal vivido... mas sobretudo morresse quando não seguimos os nossos sonhos, ou quando deixamos de sonhar!