terça-feira, junho 3

Regresso


Pouco a pouco a calma regressa. Cruzam-se olhares t(ro)cam-se as mãos, breve despertar numa dança irreverente. Indiferente a cor do sol apenas o azul permanece. Em golfadas de luz nua respirares apressados passos em musica, inventados os gestos suspensos os dias, em que as noites são madrugadas tardias as vontades num salgueiro junto ao rio num riso cristalino. Acordo cedo. E regresso a casa.

10 comentários:

Carlos Soares de Oliveira disse...

Olá.Estive aqui para retribuir a visita e agradecer as palavras de incentivo.Fique tranquila,sou um Ícaro moderno,é verdade que as vezes me empolgo tal qual o Ìcaro mitológico,mas minha cera e minhas asas estão um pouco mais firmes.Às vezes visito o sol...mas ele é meu amigo.Gostei muito de seu blog sobretudo das preferências literárias e musicais.Grande abraço

Iveta disse...

trocam-se as maos
o azul permanece indiferente
repirares
apressados
inventados
suspensos
num salgueiro
num riso cristalino
... regresso a casa.

viagem ao mundo dos sentidos!
regresso a casa,
como quem regressa á realidade.

Eu tinha o forte hábito de usar a expressao: "regresso a casa", para exprimir felicidade, conforto, tranquilidade... mas a cada (re)volta do mundo me vejo obrigada a adaptar um novo léxico, e a dar novos significados a velhas palavras.
Gosto de tudo o que escreves, pelo que me faz sentir, pela sonoridade, ou apenas pq as tuas palavras sao reflexo de ti e dos teus vários eus.

Que todos os teus regressos sejam caminhos de Vida!

Beijinho

EDUARDO disse...

"Indiferente a cor
do sol
apenas o azul permanece"

apenas o meu gosto em te visitar permanece vivo e com vontade de voltar...

lindo!!!!!



PARADOXOS

Sonhos e Devaneios disse...

Minha querida, muito obrigado pelas lindas palavras que colocou em meu blog, como e bom receber palavras tao lindas .
abraços
joao

kia ora hoa disse...

Falo-te de açucenas brancas
da vida
da cor do mar
do perfume dos prados
Falo-te de um sorriso de criança
das flores e dos bosques
Falo-te do tempo que urge e nos falta
Da vida por viver
Falo-te Do amor e da paixão
vertigem ensolarada
Falo-te do mundo lá fora
que teima em fugir
Falo-te da amizade adiada
presente de vida por acontecer
Falo-te da luz do sol
das trevas da noite
Falo-te da lua de das estrelas
da sua longinqua distancia
Falo-te de uma gota de orvalho
no seu mundo infimo
Falo-te dos pássaros e do seu canto
hinos de vida acontecendo
falo-te de tudo isto
Porque o tempo não tem tempo
Falo-te simplesmente em viver!
Enquanto é tempo.

Pedro Branco disse...

Regresso a casa. A batalha já lá vai e o meu peito ainda te chora. Na crueldade desta saudade que me transporta para além do tempo que afinal existe e não parou naquele momento em que juntos fizemos nossa aquela floresta. Porquê? Se de tanto sonho haverá sempre um regresso a casa? Vou deixar então a porta entreaberta. Aqui é o meu lugar...

Maria Teresa disse...

Um salgueiro junto a um rio... uma imagem gravada na lente das memórias da minha infância.
Belo texto.

Beijo

Paulo Lopes disse...

.....
Encontro caminhos
novos em cada virar
da página do livro que
me ofereceste ontem.
Nas fotos onde me
esperam os teus olhares
disfarçados de incerteza
e outras coisas mudas
onde bailam perguntas
que estranham as
respostas que escondo
do teu olhar

Não é original mas é fresco,
de outra forma como poderia
comentar a beleza irreverente
das tuas palavras?

Bj.

Anónimo disse...

O azul permanecerá sempre, porque nos dá a paz, e os olhares jamais se perderam são o reflexo da nossa alma. O rio estará sempre esperando por um por do sol. Um riso cristalino do mais puro surgirá envolvendo as nossa almas.
E rever-te é como começar um diário das viagens que não fizemos.

Um beijo especial
MIG

Giovenale Nino Sassi disse...

mcvSandy as the eye can see:
desert.
I left the hills
wrapped in a cold autumn afternoon
and now I am here,
icon
laid on the beach endless sunset.
Misuro steps,
consumption distances,
thoughts.
The man who was
remained where the valley falls
in the direction of the sea
while the wave of backwash,
impetuous and disorderly,
beat the reef.

On the canvas nothing

(Juvenal Nino Sassi)

Hello,

I am not good and for a few days remain silent
Hello and thanks, Nino