quarta-feira, dezembro 3

Polar Rotation

Fotografia de Luís Ferreira



Hoje, sinto que morri.

A alma inerte
nos braços caídos
ao longo do teu corpo
em fuga.

Soltou-se a areia que trazia no regaço
para as flores e plástico que abomino.

Não as quero no meu jazigo de cinzas
ao vento,
quando
as tuas lágrimas
se engasgarem de frio.

Dirás então
em remorso,
que me amaste (de)mais.

Mas já terei partido
com os sonhos que foste destruindo,
cada vez que enganavas a sorte
ao acreditares
que eu permaneceria.

E a anestesia que não faz efeito.

18 comentários:

Teresa Durães disse...

depois de sermos consumidos aparecem sempre as palavras de amor

mundo azul disse...

...um lindo poema!!!

Parabéns!



Beijos de luz e o meu carinho...

Anónimo disse...

Quantas vezes morremos
e voltamos
de novo a nós - com mais certezas
e menos medos

Como adormecer com o efeito de uma anestecia - SuAvEmEnTe . . .

que o sono tenha sido fantasiado de cores

AS melhoras-boa recuperação

O Profeta disse...

Este Mar que beija a Ilha
Traz de longe sonhos perdidos
Adormece na areia e deixa
Na espuma mil e um segredos

Meus sonhos são estrelas que semeio no espaço
São corpo nu que vagueia pela saudade
Brotam e correm para o Mar
Enfrentam a dor a tempestade


Boa semana


Mágico beijo

mateo disse...

Por alguma razão a anestesia não faz efeito...
Beijo.

Twlwyth disse...

Ficam as estrelas que iluminam as palvras, mesmo que não anestesiem.

Beijo

Utopia das Palavras disse...

Depois dirás...
e permanecerás
nessa indolência
de voltar...!

beijos

Graça Pires disse...

Morremos quantas vezes for preciso para nos sentirmos vivos...
Um beijo

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá Ana Mar, belíssimo poema... Parabéns... Beijinhos,
Fernandinha

pront'habitar disse...

e será este excelente poema a tua vingança ?

ou o teu perdão ?

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá, belo poema...Espectacular...

tufa tau disse...

como são belas as palavras depois de
ou, por vezes, como o rancor se instala.
com ou sem anestesia
escolho a beleza de amar (de)mais

beijo

Utopia das Palavras disse...

Engana a sorte
e vai...
no auge
da descoberta
do terno
do enlevo...!

Beijo, amiga

ลndreia disse...

Se a anestesia já não efeito, resta apenas o sentir... *

Anónimo disse...

De mil novecentos e carqueja para os dias de hoje...assim?

O acordar, o renascer, o permanecer para a vida!Haere mai!

No azul que amas, um beijo e boa recuperação.

Kia ora hoa!

as velas ardem ate ao fim disse...

fizeste me chorar...

abraço apertadinho

Marcelo Martins disse...

Às vezes precisamos mesmo morrer para que renasçamos mais fortes e puros.
E não existe anestesia que resolva isso.
O ato de nascer é uma experiência dolorosa.
Morrer não...

Beijos

Paulo Lopes disse...

Se me emprestasses a tua imaginação, por um dia, retiraria a morte e as lágrimas, jazigos e as flores de plástico, anestesias e cinzas de paixões passadas. Com o que sobrasse faria um sorriso de criança com covinhas bem no centro das rosadas bochechas inchadas. Depois provavelmente estragaria tudo juntando-lhe uma foto desfocada.

Bj.