terça-feira, novembro 3

Eclipse



É amar-te assim

de-ses-pe-ra-da-men-te

na musicalidade da tua voz

em jeito de canção

docemente

floresta encantada

mágica

a flauta de Pan,

amar-te sem senão

em despudor

e razão,

amar-te

definitivamente

sem receio

de perdão,

amar-te

no feitiço da Lua

raio de Sol

que

c

a

i

direito ao meu coração.


Amar-te

com palavras novas

sons em aromas

por inventar

a minha mão

no teu peito

suave respirar,


amar-te

como se o (meu) mundo fosse acabar


gélido o túmulo que me está reservado


amar-te sem que saibas

mesmo sabendo

e não queiras,

amar-te

devagar

numa despedida

breve

eu que te aguardarei

sem saber esperar.


Para sempre este (a)mar.


(E a praia secreta, onde escondo o meu pranto de sal).

18 comentários:

continuando assim... disse...

mas porque é que o amor ..tem de ser assim... tão complicado?? :)

gostei

bj
teresa

O LOBO de....POTT disse...

Da floresta encantada e mágica à flauta de Pan,não ficou muita coisa na noite quente...
Restam lembranças
E sobram vontades.

O LOBO

Arabica disse...

Já não me lembro o que é amar assim.
Já não me lembro...

Beijos

gabriela rocha martins disse...

tanto (a)mar......



.
um beijo

uminuto disse...

é tão difícil vivermos o amor, mas deixa-nos tão completos quando o sentimos
um beijo

Vento disse...

Amar assim é um querer infinito.

Beijo

José Rui Fernandes disse...

Linda Hamadríade, talvez Syrinx...
Olha que a brisa da Primavera já te ouviu... ou talvez seja Pan a soprar!

carlosré disse...

Beijinhos de agrado

mfc disse...

Amar é querer desesperadamente que a companhia do outro seja permanência.

clic disse...

Gosto da foto! :)

Anónimo disse...

Boa Noite Ana Mar,

Agradeço mas não se preocupe, não perca tempo a descobrir o local fotografado.

Tenho uma idade superior á sua, com certeza.

A minha experiência de vida (afinal isto de se ter cabelos brancos não podia ser em vão, teria de nos trazer algumas vantagens entre elas a experiência que falo) faz-me perceber que é uma pessoa que vive um grande amor não correspondido.
Não sofra, tente desdramatizar...pense no sol a brilhar, no mar (que já vi que adora), no sorriso dos seus filhos (se não os tiver nos de outras crianças), em chocolates,nas noites de luar, num livro, num filme comíco, nas flores...há um mundo cheio de coisas lindas á nossa volta. Olhe que o tempo passa depressa, eu que o diga.
Ame, mesmo sem ser correspondida mas prometa uma coisa a si própria, não tente agir irracionalmente,assim deita tudo a perder.

Desculpe o abuso de a aconselhar.

Cumprimentos,

Carlota Rebello da Cunha

AnaMar (pseudónimo) disse...

Estimada Carlota Rebello da Cunha:

Muito grata pela preocupação e conselhos sábios que me deixa. Sensibilizou-me.
Mas cumpre-me desfazer algum equívoco que a leitura dos meus escritos possa ter causado.
E faço-o aqui, porque não tenho outra forma de lhe fazer chegar (que eu saiba).

A fotografia é mesmo no local que indicou. Um Forte, onde ficavam até há pouco tempo, as isntalações da GNR, em Armação de Pera.

também fui e continuo a ser, muito feliz lã :-)

Quanto à interpretação que faz das leituras, tenho a clarificar o seguinte (só para a descansar, do meu suposto "sofrimento")

- Este Blogue é uma espécie de arquivo, de há mais de trinta anos;
- Também tenho cabelos brancos e talvez ainda tenha mais idade que a Carlota;
- o fascínio da (minha)escrita reside no facto de quem a lê, interpreta de diferentes formas: mas ´so eu sei se é confeccionista, realidade ou ficção. e continuarei a ser só eu a saber :-).
- Mas como a sua preocupação me parece genuína ao ponto de me aconselhar quase ternamente, sempre lhe digo, que não poderia estar mais equivocada: vivo um amor correspondido. Mais do que um, quem sabe? Vivi muitos amores, sempre com a sorte(?) de serem correspondidos. De tal modo, que estou sempre em fuga...
Vivi e vivo paixões arrebatadoras. E espero continuar a sentir tudo isto, porque é o que dá sentido á minha vida.
Jamais afogaria as minhas mágoas de amor, se as tiver, nas coisas belas que me sugere.
(Então os chocolates, eu que preciso de perder 12 Kilos :-))
Os filhos são um dos meus amores. e paixões. Os amigos, outros.
E assim por diante.

Escrevo para me libertar em palavras.

Amo sempre. E continuarei a amar. Se não for correspondida pelo amor que amo, terei que encontrar outro. Jamais amaria alguem que não me amasse. Quanto à paixão, isso já é diferente...

Como poderei não agir irracionalmente? O amor (comigo vem sempre acompanhado pela paixão) torna-nos (pelo menos a mim) irracionais.

Grta pelas suas palavras esta resposta tornou-se necessária, pois não me sentiria bem comigo mesma, a passar uma mensagem que não corresponde.

Ficção ou realidade? Hummm...Prefiro manter o mistério.

Se reparar, há etiquetas sem data. Embora não escreva para os outros, ao publicar sei que me lêem, por isso, prefiro que interpretem ...livremente.
Terei muito gosto em continuar esta ou outra conversa. E se entender, pode contactar-me através do email do blogue.

Resta-me agradecer a atenção e delicadeza na predisposição de um comentário tão gentil.

Um abraço, quem quer que seja. E felicidades para si também.
Volte sempre. Haverá sempre um chá que espera por si (e que eu não deixarei que arrefeça :-)

Anónimo disse...

Compreendo-a e reserva-se-lhe o direito de os seus escritos serem ou não realidade.

Quanto á idade...pela sua fotografia não me parece que esteja na casA dos setenta como eu.

Muito obrigada pelo convite para o chá...voltarei, quem sabe.

Pergaminhos á parte, associo sempre o chá ás tardes de infância em que junto da minha "mademoiselle" me sentava junto das amigas da minha saudosa mãe, no salão da nossa casa e apesar de ser uma menina "mal comportada" tinha de me manter sossegada...meu Deus quantas vezes entornei a chávena.

Peço desculpa por algum erro mas isto dos computadores é para gente mais nova.

Até um proximo chá com " un petit gateaux" (light para não engordarmos).

Viva "La vie en Rose" e com ou sem paixões sempre racionalmente.

Como diz um dos meus netos - portem-se mal mas com grande estilo.

Cumprimentos e muito obrigada,

Carlota Rebello da Cunha

Armação de Pera...saudosismo,sim mas garanto-lhe que antes tinha outro gosto em lá estar. Hoje em dia é uma selva de betão.

AnaMar (pseudónimo) disse...

Estimada Carlota (permita-me que a trate assim apesar da respeitosa idade):
Admirável idade.
Temos uma diferença de pouco mais de vinte anos.
E essas recordações levam-me á minha avó... Com ternura e saudade.
Está excelente no que diz respeito a raciocínio e utilização de computadores.
Gostaria mesmo que utilizasse o meu email...Gostria tanto de trocar consigo impressões sobre as paixões racionais...
(Se tiver dificuldade, os seus netos explicar-lhe-ão certamente).

A atitude é uma definição do estilo. Essa frase proferida por um dos seus netos, é fantástica.

E o portar bem ou mal, de há uns tempos para cá, é subjectivo. Claro que permanecem os valores/princípios educacionais, mas em termos de regras de comportamneto, existem conceitos, alguns ultrapassados, outros invertidos (infelizmente) porque a esducação é o que o maior legado que podemos deixar.
Acredito que Armação de Pera seja mais um amontoado de multidões que me épocas altas se atropelam.
Por isso vou fora dessa época.

(Frequento mesmo é um Hotel na Senhora da Rocha.

Grata pelas suas palavras, cumprimento-a respeitosamente.

(Podem ser sconnes, para acompanhar o chá?)

Um bj terno

Vício disse...

flauta de Pan? Peter Pan?

José Rui Fernandes disse...

Vício, já que usei também esses nomes, tomo a liberdade de esclarecer:
Pan = Pã
Syrinx = Siringe

Há nomes que soam melhor não traduzidos...

Cumprimentos,
JRF

Estrela disse...

Ah!... O amor!...
Sei bem o que significa amar desesperadamente na musicalidade da voz.Se até já sonhei com a voz do meu amor?!
Amei sua visita ao meu blog.Já estou seguindo o seu blog pois ele é apaixonante!
bjus

PAS[Ç]SOS disse...

E na musicalidade das palavras se eclipsam, por vontade própria, os desejos que se escrevem em sons, imagens e aromas, sabedores que a areia, quando a maré se recolher, guardará as sombras da vontade feita amar.