terça-feira, dezembro 8

Reencontro


Chegaste num mês de um ano qualquer
trazias nas palavras
os gestos por inventar
que cativam os sentires
quando sussurradas
mesmo que a distância seja longa
e
os poemas conhecidos.

Tanto tempo (meses, anos)
e eis que regressas,
como se nunca tivesses partido.

Sei-te em cada letra que me lês,
em cada suspiro de mim
em cada anseio de nós
numa vertigem
em que o tempo é o lugar que escolhermos
sem medo.

Voz rouca,
numa pronuncia do Norte
em
olhares verdes
mar
ou céu,
dia por inventar
noite por acontecer.

Dizes
que não podemos viver
só de palavras.

Então,
parto sem bagagem,
sem destino,
em que o caminho
ainda és tu.

10 comentários:

Maria disse...

Do melhor (ou mais bonito) que já li aqui.
Ou serei eu que estou hoje 'de certa maneira'...

Beijos muitos

José Rui Fernandes disse...

E cada reencontro se torna um encontro, pela novidade que o amor dá a esse momento: "dia por inventar
noite por acontecer
"

Um beijo,
Zé Rui

Teresa Durães disse...

Não vivemos só de palavras, talvez da cumplicidade e dos gestos cheios de significado

Mar Arável disse...

No ciclo das marés

também existem gestos

A.S. disse...

Deixa que o brilho dos teus olhos
ilumine a noite em que te deitas,
e alimenta os teus sonhos
no rasto de uma estrela que ruma o norte!


Terno beijo...
AL

Ianê Mello disse...

Que poema de infinita beleza, amiga!

Vieram-me lágrimas aos olhos...

Linda ode ao amor!

Beijo com carinho.

Graça disse...

Um reencontro que faz bem à poesia... a tua. Belo poema... quase ouvi essa voz rouca, com pronúncia do Norte.


Querida Ana, um beijo meu.

[e o meu Poeta, é sempre Pessoa :))... não falha.]

Anónimo disse...

Parabéns por essa sensibilidade e romantismo que flui dentro da tua alma!
Bonito poema...


Beijo

Eu

Luis F disse...

Ana do melhor que já li neste espaço... um poema que adorei ler e me perder em cada palavra.

Bjs
Luis

Pedrasnuas disse...

SE AINDA HÁ ESSE CAMINHO ...ENTÃO REENCONTRASTE O FIO À MEADA...NEM TUDO SE PERDEU...VAI POR AÍ

BEIJO