quarta-feira, agosto 10

Today is the Day ou como o amor nos (es)colhe...











Viajo na tua pele de marfim




que me deixaste em reminiscência




sorvo-te as palavras




os gestos




bebo-te o suor na distância da corrida




para não te perder




de vista




em janelas de castelos onde és rei dos meus afectos




entorno o olhar na tarde que tomba








d




i




r




e




i




t




a






ao peito




neste corpo marcado pelos teus poros




pelo teu saber de mim sem o toque de veludo que imaginas sentir




neste corpo onde pairo em esperas infinitas




sem suportar demoras do tempo que não tenho




saliva




lágrima




ou sémen




vivo




de memória(s) que invento.









Um dia




meu amor,




saberás o sabor agridoce do meu sangue




o perfume da minha carne firme




e




perder-te-ás no meu olhar de mel, quando eu já tiver partido.





14 comentários:

N. Barcelli disse...

O amor escolhe-nos e colhe-nos, de facto.
E este teu magnífico poema é um bom exemplo disso mesmo.
"neste corpo onde pairo em esperas infinitas
sem suportar demoras do tempo que não tenho"
Querida amiga AnaMar, o teu poema é excelente. Gostei muito.
Tem um bom resto de semana.
Beijos.

mfc disse...

O poema do desencontro... da despedida!
Senti este teu poema.

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema rico de estrofes. bem escritas cheias de ternura.
destaco
"entorno o olhar na tarde que tomba"
gostei!

um beij

Cláudia Neves disse...

Perfeito! Tudo que possa dizer será superfluo. Um beijo!

Cláudia

Canto da Boca disse...

promessas redivivas na memória e nos desejos...

Filipe Campos Melo disse...

espero, espero, espero
estas infinitas esperas
onde o corpo desespera
num sabor agridoce
enquanto o tempo foge
e o poema permanece
como janela aberta
entardecida

Teus poemas sempre me tocam
D.e.m.o.r.a.d.a.m.e.n.t.E

Bjo.

Sonhadora disse...

Minha querida

Amor e ternura...dor e paixão...morrer e renascer...é o amor.
Adorei e deixo um beijinho com carinho.

Rosa

Carlos Leite disse...

Magnífico! Fantástico, incrível!
Não tenho palavras para tão belo poema.
Desculpe, gostaria de tecer uma grande crítica, mas... Senti tantas emoções que nem as sei descrever.
Fantástico.
Muito obrigado por partilhar !

Atenciosamente,
Carlos Leite, http://opintordesonhos.blogspot.com

Filoxera disse...

Arrebatador!
Gosto do verbo "sorver" em imagens de amor.
Beijos.

Anónimo disse...

Refugio-me neste magnifico poema!
Apenas as palavras se despem nas partidas.
Pega em todas as palavras, e constroí de novo a vida!


"ao som de um piano"

N. Barcelli disse...

Reli o poema e reafirmo a sua excelência.
Querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.

yaraeosol - yaralm disse...

Muito interessante o teu poema!

Yara

Malu disse...

Geralmente é assim - somente nos damos por conta quando o amor nos patiu...
Lindo este poema.
Abraços

George Sand disse...

Gosto do despojo ds palavras...forte! Bonito o seu blogue