quarta-feira, fevereiro 29

Crepúsculo






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Arranco as pétalas dos malmequeres
num desespero infantil
de bem me quereres.

Relembro os dias de vento
em que um guarda-chuva
nos protegia aos dois.

E a cidade indiferente
ao nosso passo apressado.

E o lusco-fusco
numa imensidão de céu
um café
e o silêncio
das conversas inacabadas.

Depois,
a distância que inventei
num comboio sem regresso.

E o sorriso triste
que me deixaste
sinto-o
em cada gota de chuva
sem chapéu.

11 comentários:

Maria João Mendes disse...

a memória de uma paixão
adorei a serenidade da tua escrita.
linda poesia..!

Beijo!

Nilson Barcelli disse...

A partida fica sempre a doer e nem a esperança que depositamos nas pétalas doss malmequeres resolvem a questão...
Excelente poema, gostei imenso. Parabéns pelo teu talento poético.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Lilá(s) disse...

O teu talento poético é bem notório! que linda poesia!
Bjs

mfc disse...

Uma calma que perturba ao falares de uma tristeza que te aconteceu!
É a reconciliação interior... mas embora ainda sangrando.

Canto da Boca disse...

As memórias algumas vezes são mais doloridas que o tempo presente...

O LOBO de....POTT disse...

ADORO COMBOIOS...
O LOBO
BJS

O LOBO de....POTT disse...

Lindo poema minha querida Anamar..
Adoro comboios.
Um beijo do Lobo

O LOBO de....POTT disse...

Lindo poema minha querida e saudosa Anamar.
Um bj do LOBO

Filipe Campos Melo disse...

A melancolia das pétalas
e a gota que se verte em verso

Gosto muito sempre

Bjo.

Lilá(s) disse...

Gostei de te encontrar no facebook!
Bjs

Rita Carrapato disse...

Ana Mar

Gosto de poesia. Gostei deste blogue. Ousei aqui ficar neste sentir melancólico, triste, desesperado de desfolhar de malmequer; de amor desfolhado e de recordações sentidas em cada gota de chuva.

Parabéns