sábado, dezembro 14
SpIrAcLe
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quinta-feira, outubro 31
Do you remember me?

Voltei a escrever sobre mim, nos cadernos antigos, de capa preta que guardava em lugares ocultos, e quase me comovo, por não reconhecer depois, a minha letra.
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sexta-feira, outubro 25
Just a season
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quarta-feira, setembro 12
Saudade leva-me contigo
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sábado, abril 2
Someone (exactly) Like You,
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sábado, dezembro 26
Esqueço-me de respirar cada vez que me beijas
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domingo, abril 12
ConVento (ou a escolha de Ana)
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sexta-feira, fevereiro 6
I Don't Think About You Anymore But, I Don't Think About You Anyless
segunda-feira, outubro 20
Sombras [reeditado]
Grisalha a febre da neve que tomba
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quarta-feira, abril 16
25 de Abril sempre...
De encontro ao teu beijo de lábios de espanto
sábado, dezembro 7
Nudez

pétalas
em neve nu meu corpo
nu
meu olhar de mel
nu
desacerto dos passos
de dança
ausente
carente
a música
do meu peito
nu
beijo esquecido
nu
lugar vazio
que invento em cada madrugada
jardim proibido
desfolhada
a
neve
que
c
a
i
sobre a memória do espelho que não sei
(atravessei?)
do lado de cá, de lá.
Onde estarei?
Nua
despida de amargura.
Alma quente
neve tremente
o corpo
nu
deserto
de nós cegos
cem laços de ternura.
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sábado, maio 12
Azul
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quinta-feira, março 15
Espelho

Percorro a memória
num novo olhar
que me mira
suplicante
de amor
amo em golfadas de ri(s)o em mar
por vezes até devagar
outras
em constantes sobressaltos
amo em gritos altosde explosão de prazer e suor
amo em pinceladas de luz
musica
cavalo lusitano
chapéu andaluz
trinar de guitarra
viola piano
violeta azul
espelho vitral
(n)o apelo do deserto
o meu corpo em chamas
fogo de peito cansado
amo em espasmos sincronizadosbater de asas
borboletas
aves migratórias
amo e celebro vitórias
amo e amparo lágrimas
amo e invento histórias
amor paixão
por vezes ilusãomágoa
então
rasgo o coração
atravesso os espelhos
com o (teu) amor
do lado oposto no inverso do contrário do avesso.
E permaneço.
Numa canção sem pauta.
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quarta-feira, fevereiro 29
Crepúsculo
de bem me quereres.
Relembro os dias de vento
nos protegia aos dois.
E a cidade indiferente
ao nosso passo apressado.
numa imensidão de céu
e o silêncio
das conversas inacabadas.
a distância que inventei
num comboio sem regresso.
que me deixaste
sinto-o
em cada gota de chuva
sem chapéu.
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sábado, setembro 3
Azrael
noiva em flor
sexta-feira, agosto 19
My Melody
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quarta-feira, agosto 10
Today is the Day ou como o amor nos (es)colhe...

Viajo na tua pele de marfim
que me deixaste em reminiscência
sorvo-te as palavras
os gestos
bebo-te o suor na distância da corrida
para não te perder
de vista
em janelas de castelos onde és rei dos meus afectos
entorno o olhar na tarde que tomba
d
i
r
e
i
t
a
ao peito
neste corpo marcado pelos teus poros
pelo teu saber de mim sem o toque de veludo que imaginas sentir
neste corpo onde pairo em esperas infinitas
sem suportar demoras do tempo que não tenho
saliva
lágrima
ou sémen
vivo
de memória(s) que invento.
Um dia
meu amor,
saberás o sabor agridoce do meu sangue
o perfume da minha carne firme
e
perder-te-ás no meu olhar de mel, quando eu já tiver partido.
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quarta-feira, julho 27
O Canto do Cisne
Crisálidas dementes
-e-n-c-r-espadas
salientes no desespero da liberdade
rasgam-se véus de teias
murcham pétalas
ideias
veneno anil
sol e sal
lamento visceral
putrefacta a alma do poeta maldito.
Sou poema proibido
lago
rio esquecido
mar de lama afrodisíaca
sangue e suor
sou s.u.s.p.i.r.o
(e respiro)
onde te passeias
em voos rasantes
enquanto morro em ti.
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domingo, dezembro 26
Carta (a) Ver (de)
Pinhais de aromas verdes, resinados à morte, alguns, como o meu peito em ferida.
Feridas que as lembranças reabrem, quando traem a memória dos tempos em que as nêsperas eram mais doces quando descascadas por ti; dos dias em que o lusco fusco se abatia sobre nós, inesperadamente, depois de o ter(mos) esperado tanto.
Tardes mágicas, desde as manhãs em que te pressentia. E te sabia de cor. Ou quase. Porque nunca soube nada e tudo era uma surpresa constante, de espanto em espanto, mesmo os teus dedos sabedores de mim, com que me afastavas o cabelo dos olhos, onde eu ainda escondo as lágrimas, com que um dia te direi adeus.
A tua musica continua a (en)cantar-me mesmo nos dias em que não há Concertos. Concertada que está a partida (há) tanto anunciada.
Consertados que estão os telhados de cristal, por onde espreitava a tentação de ir mais além. E os teu braços de lenhador a ampararem-me esta queda de árvore que resiste à doença e quer morrer de pé. Por isso me misturo nos Pinhais, para que a morte não me encontre, entre tantas outras já moribundas.
Canto e sorrio, quando te lembras que existo algures, numa realidade paralela e impossível de se cruzar com a tua, onde as serras são da cor do teu olhar e o mar me exige não sei que afagos. Noites há, em que o lusco-fusco permanece dias seguidos, e quase que te sinto através das distância que vai daqui-aí, kilometros de ansiedade e frustração que aparta rotinas, instala solidões e vontades egoístas.
Sim, sei-te a sorrir, dum modo complacente que sempre me irrita, em que me fazes sentir uma menina tonta e romântica, sonhadora e irrealista. Complexa e até complicada para a tua paciência (que é tanta).
Sei-te responsável (tão atraentemente responsável) a trazeres-me de regresso a casa, numa protecção impossível de ignorar (a que chamamos amor) mesmo que seja para satisfazer o teu comodismo de não teres que te preocupar.
A morte, meu querido, continua a ser o momento em que deixarei de (te) sorrir. E de escrever o que não te digo.
Depois, quem sabe, se os anjos tocarão o piano adormecido e tu cantarás todas as canções que sei de cor, quando eu for apenas memória, decalque no teu corpo, onde escrevo poemas a tinta invisível, que tu não lês e o meu sabor é aroma das tuas manhãs, mesmo que já não te lembres quem fui.
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quinta-feira, novembro 18
Ainda tu....
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