sabes (claro que sabes) já sou avó, ou seja sou mãe outra vez e tu continuas longe e eu sinto-me sempre solitária quando é a tua memória que me faz companhia.
Um chá no deserto
Um diário de letras de papel, recortadas no tempo...
Domingo, Maio 5
Love letters
sabes (claro que sabes) já sou avó, ou seja sou mãe outra vez e tu continuas longe e eu sinto-me sempre solitária quando é a tua memória que me faz companhia.
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Quarta-feira, Maio 1
4 anos depois...
(Tenham um alegre feriado, neste dia de todos os dias, mesmo que perdeu o trabalho, resista, não desista. Juntos temos mais força!)
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Quinta-feira, Abril 18
Sunshine reggae
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Sexta-feira, Abril 5
Amar(elo)
l
r
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Sexta-feira, Março 22
Divenire
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Quarta-feira, Fevereiro 20
Inquietudes
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Quinta-feira, Janeiro 24
Kill For Love
deixo-me abraçar pela árvore mais próxima.
a mudez do bosque contrasta com a nudez da tua alma erecta e
todos sabem o segredo que escondo nos dias em que te amo sem saberes na distância duma memória inventada ou apenas imagem guardada em saudade resgatada.
flocos de neve no cabelo que dói __________________________________________________ suave adormecer dos sentidos obrigatórios
o vento seca as lágrimas que teimam em salgar o dia.
os teus lábios deixa(r)am marcas na minha pele de águas cantantes em perdidos murmúrios que me sussurram frases por inventar, só porque és tu que o meu peito acolhe.
avenidas de passos errantes _____________ a febre a arder devagar enquanto inventas silêncios diluídos nas sombras da solidão
escreve-me cartas de amor como quando nem sabias de mim
escreve-me e envia a carta para eu dormir aconchegada
ao teu beijo mágico nas letras que dançam
no meu corpo em fogo
sempre que te
aguardo
sem
saber
esperar
hoje vou com o sonho em mil sóis de nós sempre que te escuto a voz.
meu amor que mato sem morrer.
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Sábado, Novembro 17
Farscape
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Sexta-feira, Agosto 31
BlueMoon
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Domingo, Julho 22
Voo
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Quarta-feira, Junho 27
Guilty Kisses
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Terça-feira, Junho 19
Until We Bleed
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Terça-feira, Maio 1
Quatro anos depois...
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Quarta-feira, Março 21
Last Days
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Sábado, Março 17
La solitude
olhar vagabundo
corpo em espera
amanhã
o sonho pode acontecer
são as tardes nubladas dos momentos sem cor
noite sem dias sem horas
tarde
sono
paz
breve adormecer de sentidos
em alerta
apaixonados
vividos
à pressa
corre em mim o rio límpido
sou mar e sol
sou amor
pecado
expiação
voragem
oração
linho em lençol
branco
de tanto querer
sou
SER
querer entender sem sofrer
crescer
alimentando a criança que há em mim.
Viver enfim!
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Quinta-feira, Março 15
Fotograma
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Quarta-feira, Março 7
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Quarta-feira, Fevereiro 29
Crepúsculo
de bem me quereres.
Relembro os dias de vento
nos protegia aos dois.
E a cidade indiferente
ao nosso passo apressado.
numa imensidão de céu
e o silêncio
das conversas inacabadas.
a distância que inventei
num comboio sem regresso.
que me deixaste
sinto-o
em cada gota de chuva
sem chapéu.
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Sexta-feira, Fevereiro 24
Sede
u
r
a
que me ensinaste a beber em todas as fontes.
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Quinta-feira, Fevereiro 16
Because Of The Blood
o vento seca as palavras que o vento não leva. recebo sinais desesperados de dores antigas que o peito guardou. são assim as despedidas adiadas de amores a quente. quando o brilho dos olhares trespassa corpos alheios a almas tocadas em uníssono. sempre te disse que o amor é. mesmo quando parti, de todas as vezes que regressava já não era eu em límpidos rios que desaguavam nas tuas mãos de pintor. com que tingias os dias em negativos digital de gravuras nítidas a preto & branco que o azul absorvia diligente numa quase promiscuidade galante. a sedução é uma arte que nos assiste, impertinente e baça quando a mentira é verdade inventada. ainda recordo (a anestesia foi benevolente comigo) as tardes que eram madrugadas e o teu peito era mesa de repasto degustado poro a poro, na minha pele de menina que, decalcada na tua fazia crescer flores silvestres nos cabelos em desalinho pelos suspiros de amor.
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Quinta-feira, Fevereiro 9
Tempo
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Domingo, Janeiro 29
Silence in everywhere
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Quinta-feira, Janeiro 12
A pele que há em mim
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Sexta-feira, Dezembro 9
Pre(s)sa
chegas apressado o olhar errante como se eu ficasse invisível à suavidade com que me afloras o beijo. é noite de uma semana sem toque de pele, sem abraço de mansinho por debaixo do edredon que o frio exige.é tarde para um beijo prolongado e cedo para que derrames em fúria o teu amor contido na distância.tenho fome apetece-me um bife na Trindade, apetece-me descansar o olhar no teu, enquanto percorremos de mãos dadas a cidade que me tem mantido reclusa. tanta liberdade que nem tenho sabido o que fazer com ela. assim fechei-me comigo no quarto que é sala, na cama que é mesa de refeição, escritório, espaço que recebe amigos, onde bebericamos chá e falamos da razão porque me encerro. liberto lágrimas (d)e raiva. encerro-me e cerro os dentes com fúria nas palavras que gritas. mudo o gesto de enfado.sorrio ao sol nublado de abraços estéreis e olhares singulares com que te devoro já sem apetite nem fome, apenas pelo gozo de te seduzir.
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Segunda-feira, Dezembro 5
"Love is just a word. Your actions are what proves it."

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Sexta-feira, Novembro 11
Segunda-feira, Junho 27
Dói-me o cabelo
(não a cabeça)
mas o cabelo que cai sem ser Outono
chuva em meadas de fios (a)dourados pelo tempo
que os teus dedos já não penteiam
em suaves sobressaltos embaraçados pelo vento
cabelos livres
cabelos lisos, tão lisos
searas de trigo amadurecidas pelo teu beijo (a)guardado
rios de luz que o sol reflecte
águas revoltas no amar de corpos
cabelos meus e teus em toques de almas
cabelos que se perdem no tempo
em que as carícias
escasseiam
escorregam
pelos cabelos alinhados
finos
ralos
penteio-me no outro lado do espelho
onde
permanecem inquebráveis
os cabelos
com que te revolvo os dedos
as mãos
o olhar
o corpo até ao coração.
Sorrio aos fios dourados
com que teço gestos
de sim (n)em não.
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Segunda-feira, Julho 28
ESTÁ PREPARADO PARA O PERÍODO CRÍTICO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS?

Verifique se está devidamente preparado para a época de incêndios florestais deste ano (http://www.dgrf.min-agricultura.pt/portal/prevencao-a-incendios-dfci):
Tenho as botijas de gás de reserva e as vazias longe de casa.
Tenho o telhado limpo de folhas, ramos, pinhas e carumas.
Tenho o caminho de acesso à minha casa, com o mato limpo numa faixa de 10 metros para cada lado.
Tenho os armazéns e locais onde tenho os animais, com uma faixa de protecção de 50 metros sem matos.
Tenho os montes de lenha afastados da minha casa.
Tenho as palhas guardadas num lugar onde o terreno está limpo à volta, sem matos e ervas.
Tenho as árvores à volta de minha casa desramadas e os ramos de umas não tocam nos ramos das outras.
Tenho o quintal sem ervas secas e sem folhada seca.
Tenho um sítio para fazer compostagem para não ter de queimar os restos das culturas e da jardinagem.
Tenho a relva do meu jardim devidamente cortada.
Tenho as chaminés protegidas com um sistema anti-fagulhas.
Já falei com os meus vizinhos que têm propriedades que confinam com os caminhos de acesso à minha casa, para que limpem os matos numa faixa de 10 metros, para cada lado, para se for preciso accionar um plano de fuga eu poder sair em segurança com a minha família.
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Quinta-feira, Maio 1
Hoje é o primeiro dia...
Hoje é o primeiro dia do mês de Maio, o primeiro dia em que escrevo para um écran pensamentos a partilhar com quem passar por aqui.
Não quer isto dizer que abandono a escrita nos meus cadernos de capas duras, semi-rígidas, ou mesmo moles, capas coloridas ou negras, cadernos de vários tamanhos, alguns com folhas amarelecidas pelo tempo, pois albergam os meus pensamentos há já muitos anos. Assim como pétalas de flores secas e perfumadas.
E segredos. E sonhos.
Neste primeiro dia de um diário sem data, olho a vida com olhos de uma passageira em viagem ...
E avanço para a noite sem medo do dia seguinte.
Porque tal como este blogue, a vida está em constante construção.
o prelúdio de um Verão
quente
de lágrimas de saudade.
É impressionante as palavras que não temos
quando as queremos
sensações soltas,
olhares furtivos,
emoções loucas
ou
simplesmente um virar de página.
Aberta
a imaginação,
o adeus adiado,
o momento dorido
os espelhos que não se ousaram quebrar
gestos suspensos,
musicas proibidas...
...passa o tempo a doer devagar.
Fecho os olhos para que as lágrimas não me traiam.
Tranco-me por dentro numa
tentativa de Verão
escaldante
o morno das manhãs
cálidos suspiros,
desejos secretos.
Quantas palavras desordenadas cabem no meu peito?
Quantas lágrimas escondidas em mãos alheias...
...pedaços de céu por recortar
numa partida anunciada.
Noites mágicas num adeus adiado.
Que saudades dos tempos que se adivinhavam
pueris
e
soltos
assim os anos que passam ou como a frase do poeta
-entre nós nunca haverá morte,
apenas noite-
Como se fosse fácil
permanecer
quando alguém parte,
num virar de página
irreversível
e estonteante.
Fica a música,
o perfume,
algumas flores secas
e a memória
de um tempo
em que as cerejas eram o vermelho da boca
e as palavras,
poesia.
E os rios que não param de correr,
assim eu
em tons de azul, lilás,
arco-íris de todas as cores
fortes,
numa explosão de sentidos...
...a saudade anuncia-se
dolorosa,
mas terna.
Recomeçar é a palavra.
Até um dia.
Até sempre.
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