terça-feira, junho 3

Regresso


Pouco a pouco a calma regressa. Cruzam-se olhares t(ro)cam-se as mãos, breve despertar numa dança irreverente. Indiferente a cor do sol apenas o azul permanece. Em golfadas de luz nua respirares apressados passos em musica, inventados os gestos suspensos os dias, em que as noites são madrugadas tardias as vontades num salgueiro junto ao rio num riso cristalino. Acordo cedo. E regresso a casa.