sábado, abril 2

Someone (exactly) Like You,


Não sei. Não sei como vou viver sem ti. Mais órfã que viúva, porque não morreste, nem nunca morrerás primeiro que eu. Não sei se sabes deste amor que não sabe ser.

Não sei quantas lágrimas aguento, não sei quantos beijos não te dei.
Não sei, não sei.

Abro a porta da igreja e desafio a obediência, de olhos vendados. A lembrar dias que não tivemos. Ensopados de história. E estórias. Tanto de muito.

E dizes-me que o importante é eu sentir-me bem. Sentirei, quando deixar de (te) sentir... 
...A primavera que tarda no teu olhar de música. 

Quando parti para o deserto, disseste-me… O que foi mesmo que escreveste? Devo ter guardado algures, nesse tempo nem imaginava que não eras de poemas e ainda hoje não sei se é um excerto, ou se era já a tua alma a tocar a minha. Não sei.


Desejava que ele a beijasse. E ela, de olhos abertos a ver o beijo…
… mas antes, de olhos nos olhos.

Depois de olhos fechados, na imaginação em que os beijos existem e na intensidade  que se adivinham todos aqueles que ainda não foram dados.


Se me amas[te]?

Não sei, não sei...

4 comentários:

Anónimo disse...

há textos que nos beijam,
textos em que cada palavra traz um sabor, um sabor de autor,
há textos que são tanto pelo muito que neles se bebe,
há textos que são deliciosamente belíssimos

AC disse...

A possibilidade da impossibilidade, bordada em palavras sentidas, quase gritadas...
Muito bem, Ana!

Um beijinho :)

Rafeiro Perfumado disse...

Problemas com a fonte do texto? Não sei, não sei...

MariaCalado disse...

Uma vez para me candidatar a um mestrado usei bolds, sublinhados, reticencias e até um quase poema. Foi divertido. A verdade é que fui aceite. :)