sábado, setembro 3

Azrael




Aos teus olhos marejados de pétalas



sou
noiva em flor



vale de lágrimas



cheia de graça




ave




garça




mariposa em flor descarnada



espera adiada



rendada



rendida perdida





a vida ao sabor do tempo em que as cerejas eram o vermelho da boca




bouquet



e as vitórias das lutas rebeldes quando o teu corpo se abria no meu




ao som da musica que compões com os teus dedos de pianista





solista



em seda preparada



nas manhãs submersas de palavras não ditas



escorridas a água



sangue suor sal amor





afasto-me em passo de dança



c.r.i.a.n.ç.a



sorriso____ de____ esperança





a mão de Deus na minha fronte


e


esvai-se a vida no sorriso que te deixo




memórias do que não tivemos



ampara-me na queda em que ascendo aos céus




sou raio de luz musica infinita




morte


sorte


cavalo alado


anjo


cinza e raiz


sou terra mãe árvore mulher


fui feliz.


18 comentários:

. disse...

Que equilíbrio…belíssimo!

mfc disse...

Um dia serei feliz na Palestina... livre!

Filoxera disse...

Não sei porque gostei tanto deste teu post.
Talvez porque tocou umas cordas sensíveis cá dentro...
Beijo.

Mar Arável disse...

Para ler em voz alta

esta memória

Menina Marota disse...

"...
sou terra mãe árvore mulher
..."

Inspirador!

Bj.

MOISÉS POETA disse...

Lindissimo poema !
virei seu leitor...

Abraços !

João Afonso Machado disse...

Consegue ser original e clássica na estrutura do poema.
Em substância, lindíssima poesia!

Sonhadora disse...

Hoje passando para oferecer o meu selinho de 2 anos de blogue, feito com o carinho das vossas palavras e com a amizade dos vossos comentários, que me enchem o coração de calor.

Beijinhos
Rosa

© Piedade Araújo Sol disse...

ler e reler...

e uma foto sublime...

beij

. disse...

Entre várias escolho: “ a vida ao sabor do tempo em que as cerejas eram o vermelho da boca” é um repasto para os olhos… t.

Filipe Campos Melo disse...

Quem assim escreve só pode ser feliz
(pelo menos naquele espaço intimo, próximo do verso, que nos fundamenta).

Um belíssimo e tocante poema
na tua poesia que me sempre me ata
em emoção.

Bjo.

Nilson Barcelli disse...

És uma poeta brilhante.
Este poema é soberbo. P*arabéns por tanto talento que possuis.
Tem um bom fim de semana.
Beijos.

tulipa disse...

Bem...
ADOREI!!!

Este poema está espectacular.

AMIGA és mestre na arte de poemar (será que existe esta palavra?...)

Muito obrigado pela partilha.

Peço desculpa pela minha ausência: 1º foi uma infecção nos olhos que me proibia de estar ao computador;
depois estive ausente do País, 10 dias de férias, por aí...

Beijinho da Tulipa.

Nota: venha ver umas imagens do "Château D'If", está convidada!

Canto da Boca disse...

Esse poema é desconcertante!
Desmonta-nos de tal forma, que voamos flagelos, pequenos pedaços, nas asas das mariposas, em busca de uma flor, uma pétala qualquer que nos dê a liberdade, que só a felicidade sabe ser.

Eita texto poderoso! Lindo!

Beijinho, Ana!

Lilá(s) disse...

Também sou feliz por saborear um chá no deserto.
Bjs

Carlos Ramos disse...

Tanto talento, belissimo...

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Achei deveras interessante este poema!

Saudações minhas!

Nilson Barcelli disse...

Querida amiga, passei para ver as tuas novidades... como está tudo na mesma, desejo-te "apenas" um bom resto de semana.
Beijos.