quinta-feira, agosto 20

Cisne selvagem

Óleo sobre tela de Elisabete Maria Sombreireiro Palma



A (minha) morte
será a libertação
de dor
que causo
inexorável
e
imprudente
quando tento uma felicidade
mesmo breve mesmo pendente
em flores silvestres
aromas campestres
mar de meu desejo
infinito azul
tudo o que começa tem um fim
assim um amor que era eterno
na efemeridade da mudança.


Musica
sentidos
dança
aroma jasmim
o apelo do deserto
chá de menta
perfume táctil
plural
cântico final.

(O princípio está no fim).