segunda-feira, novembro 9

Janela (in)discreta



Ruas entoadas

em calçadas de

paralelepípedos

hologramas de visões

ensaiadas,

previstas

em permanentes

paralogismos,

numa mensagem

em

hipótese,

escadas

até ao páramo.




Noites coloridas

em sons

e tons

de jazz ao vivo.




Co(r)pos t(r)ocados

de cristal

em carne viva

ardente

puro mel,

semente.




Imprudente a imaginação.


Pudico o sorriso.




Improviso um beijo no teu olhar de partenomancia.




A exina nos dedos.

E as borboletas em fuga.



Sacramental este amor sem silogismo.


sábado, novembro 7

Des(Focagem) ou Noites de Casablanca

(Sim, é a Torre dos Clérigos)

A suave brisa
quente
a lembrar
o teu beijo
ardente
abafado
o grito
de prazer
de corpos
na areia
moldados
ao luar
do Sol.
Oriente mistério viagem
império
de sentidos
cores
sabores
sedas
em mim
jóias palácios
cavalos
árabes
príncipes
noites
mágicas
sem fim.
Deserto em tempestades
de areia
e emoções
tempo
para
rir
aprender a amar
regressar
sem
alma
lago gélido
amanhecer
(s)em
ti.

terça-feira, novembro 3

Eclipse



É amar-te assim

de-ses-pe-ra-da-men-te

na musicalidade da tua voz

em jeito de canção

docemente

floresta encantada

mágica

a flauta de Pan,

amar-te sem senão

em despudor

e razão,

amar-te

definitivamente

sem receio

de perdão,

amar-te

no feitiço da Lua

raio de Sol

que

c

a

i

direito ao meu coração.


Amar-te

com palavras novas

sons em aromas

por inventar

a minha mão

no teu peito

suave respirar,


amar-te

como se o (meu) mundo fosse acabar


gélido o túmulo que me está reservado


amar-te sem que saibas

mesmo sabendo

e não queiras,

amar-te

devagar

numa despedida

breve

eu que te aguardarei

sem saber esperar.


Para sempre este (a)mar.


(E a praia secreta, onde escondo o meu pranto de sal).