quarta-feira, fevereiro 29

Crepúsculo






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Arranco as pétalas dos malmequeres
num desespero infantil
de bem me quereres.

Relembro os dias de vento
em que um guarda-chuva
nos protegia aos dois.

E a cidade indiferente
ao nosso passo apressado.

E o lusco-fusco
numa imensidão de céu
um café
e o silêncio
das conversas inacabadas.

Depois,
a distância que inventei
num comboio sem regresso.

E o sorriso triste
que me deixaste
sinto-o
em cada gota de chuva
sem chapéu.