Basta-me
lembrá-las, para que te impregnes de novo em mim, em aromas de flores
silvestres, exaltando-me as emoções que finjo não sentir.
Como
se a imortalidade do tempo, me matasse, aos poucos, esbatendo a tua memória.
E
aí está tu, no café dos desencontros, agora estruturados por esta pandemia
maldita. Bem à vista, (a)pareces escondido, sem gestos, sem o teu olhar
sorridente. Sem mim.
Dói-me
o corpo, mas há muito que não é apenas o corpo, é a alma numa falta de ar, do
tempo em pausa.
Dá-me
um pouco de ti, peço-te, mesmo que em silêncio, traz-me o silêncio para que eu
sacie esta sede de ti, que não admito, mas que me vai esgotando, dessecando, fazendo
com que me evapore.
Só
silêncio e(m) música. Ou algumas palavras tuas.
Para que a noite seja diferente.