Amor, tantas vezes amor em ti, no sangue que faz emergir os sulcos gravados das curvas onde me apertas. Exijo mais, mais dor colada a mim, presa na agitação quase insuportável de todo o veludo que me devora por dentro.
sexta-feira, julho 18
quinta-feira, maio 1
Hide in your shell
Partiste cedo demais, meu menino de ouro.
E o mundo perdeu o brilho no momento em que a tua respiração se extinguiu.
Uma dor dilacera (-nos) a alma e o
luto veste os corações de uma cor que não reconheço.
A tua lembrança é eco de lágrimas e
saudade. Mas também de luz e do teu sorriso nas palavras não ditas.
A vida sem ti é um caminho vazio, onde
o riso perdeu o rumo.
Serás sempre presença, eterno
amor na forma de ausência.
Neste silêncio tão cheio de ti, dou-te colo e abraço-te.
quarta-feira, abril 23
Nobody Lives Here
A boca fechada, como as mãos que tapam os olhos, para que a dor não c(h)egue.
Entre gestos contidos, pairam no ar palavras indigentes.
Suspende-se o tempo, como se o mundo esperasse uma resposta.
Foi então que ele chegou e a agarrou pelas ancas, beijando-a até lhe chegar à alma.
quinta-feira, abril 3
Before
E o mutismo.
Na parte oca das reticências onde tudo se prevê mais intenso, por não se ouvir, não se conhecer a certeza, a segurança do que se percebe.
Silêncio, devaneio que deseja que lhe (não) digas.
Mutismo.
Aflorar da tua boca, a conjugar o verbo.